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Why do not you come with me?
Eu fico rindo de mim mesma quando eu paro pra pensar no tanto que eu sou contraditória. Eu sou neurótica, as vezes acho que eu sou pessimista, muito realista, querendo explicação pra tudo, não acredito em nada, duvidando de muita coisa.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado . Por isso é tão importante o auto conhecimento . Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos . Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é . Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho : Ninguém é o mesmo para sempre.

Pedro Bial (via dreamer-joy)

Trans é o prefixo latino que significa movimento para além de, para lá de, depois de.
Trans, de estar em transito, entre um lugar e outro.
Trans, de transformação disso para aquilo.
Trans, de transfiguração, metamorfose.
Trans, de transitório, passageiro.
Trans, de transbordar, de não caber em si.
Trans, de transcendência, que excede o seu gênero,
os limites normais. Normais? Morais?
Trans de transgressão ou
Trans de transição?
Na moral, transigir, chegar a um acordo, ceder, conceder.
Bem vindo ao planeta Trans!

Pedro Bial durante o programa onde aborda a questão da transexualidade, em 22 de agosto de 2013. (via oxigenio-dapalavra)

A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: “das minhas coisas cuido eu”. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

Pedro Bial. (via wedontgiveafck)

Não deixe de acreditar nos elogios que um dia lhe fizeram. Deixe de acreditar na ofensa.

Pedro Bial.     (via sucklys)

100% de todos nós estaremos sozinhos na hora H, é a vida!

Pedro Bial (via t-a-q-u-i-c-a-r-d-i-a)

A verdade pode vencer, mas para que seja verdade, alguém tem que acreditar nela. E para alguém acreditar na sua verdade, é preciso que alguém escute. E para que alguém escute, é preciso que você desperte o interesse. Para ser interessante, há que ter imaginação. Mais que o significado das palavras que se diz, o que comunica alguma coisa é a maneira que se diz, o que diz o corpo, o que dizem as mãos. Mais do que a palavra diz, o que diz a voz, o que, acima de tudo, dizem os olhos. Quem tenta se impor e pronto corre grande riscos. Ninguém compra nada por imposição.

Pedro Bial (via t-a-q-u-i-c-a-r-d-i-a)

Algumas amizades passam rápido, num piscar de olhos. Outras são feitas para durar até que você pisque pela última vez.

Pedro Bial  (via delenawl)

Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

Pedro Bial (via t-a-q-u-i-c-a-r-d-i-a)

Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas. Mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!

Pedro Bial (via remontado)

Talvez seja eterno, mas não dure tanto.

Pedro Bial. (via nitratos)

Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.

Pedro Bial (via meuamorinfinito)

Entre o que você é e o que você gostaria de ser. Entre o que você é e gostaria de parecer. Entre o que você quer e o que diz querer. Entre o que você quer ser quando crescer e o que deixou se perder. Entre o que você vê e o que não vê. Entre o seu olhar e o que suas mãos podem tocar. Entre tudo o que você vai esquecer das lembranças que nunca irão se apagar. Entre o muito rápido e o quase devagar. Entre o desistir e o perseverar. Entre o querer e o desejar. Entre a repulsa e a bondade. Entre o tempo e a idade. Entre o futuro e a saudade. Entre o esquecido e o perdido. Entre este momento e o seguinte. Em algum lugar existe um meio termo. Entre o meio e o termo. Meio é entre princípio e fim. Termo quer dizer prazo. Entre a sua ousadia e a paciência nossa. Entre o que você gostaria e o que você gosta. Entre o autor e a obra. Entre o desperdício e a sobra. Entre construir - difícil. E destruir - fácil. Entre a triste verdade e a alegre mentira. Entre a mulher e a menina. Entre o que cega e o que fascina. Nas entrelinhas. Entre a aparência e o engano. Entre o sonho e a ilusão. Entre o sim e o não. Talvez. Entre a minha e a tua vez. Entre o que você fez. Entre o que você deixou de fazer. E o que eu nem posso dizer. Aqui entre nós. Entre mentes, entretanto, entretendo, entendendo que entre eu e mim, entre nós dois e vocês. Entre! Ainda que seja a porta de saída, entre sem bater.

Pedro Bial (via t-a-q-u-i-c-a-r-d-i-a)